JUSTIÇA

Quase metade de presos mortos em Altamira aguardava julgamento

Dos 62 mortos, 25 detentos ainda aguardavam julgamento.

POR: UOL Notícias
Rebelião em presídio de Manaus deixa 15 mortos; unidade é a mesma de massacre em 2017
Reprodução

Ao menos 25 dos 58 presos vítimas de um massacre dentro de um presídio em Altamira (PA), na última segunda-feira (29), eram provisórios, ou seja, ainda não haviam sido submetidos a julgamento. Outros 26 eram condenados, e sete tinham condenação e também processos nos quais ainda não haviam sido julgados.

O levantamento foi feito pelo portal G1 com base no sistema de Justiça do Pará e confirmados pelo governo do Estado.

Dois dias após o massacre no presídio, outros quatro presos foram estrangulados durante a transferência em um caminhão-cela. Um deles era provisório, um era condenado e dois tinham condenação e, ao mesmo tempo, também não tinham sido julgados em outros casos.

Os mortos tinham idades entre 18 e 52 anos; a maior parte respondia por crimes de tráfico de drogas, homicídio e associação criminosa. Dos 62 mortos, 50 eram do estado do Pará, e 12, de outros estados.

No Pará, segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), há 48 unidades penitenciárias com capacidade para 9.934 presos. A população carcerária é de 17.855 presos, 42,93% deles, provisórios.

O massacre teria sido causado por confronto entre facções criminosas dentro do presídio de Altamira. Na segunda (29), líderes do Comando Classe A (CCA) incendiaram a cela onde estavam detentos do Comando Vermelho (CV). Conforme a Susipe, 41 morreram asfixiados e 16 foram decapitados. Na terça, mais um corpo foi encontrado carbonizado nos escombros do prédio.

Após o massacre, o governo estadual determinou a transferência imediata de dez presos para o regime federal, e outros 36, para outros presídios paraenses.

Na ocasião dos ataques, o presídio em Altamira continha 308 custodiados no regime fechado. De acordo com a Susipe, a capacidade máxima da unidade é de 208 internos.

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