Economia

Há uma semana no cargo, presidente da Apex pede demissão, anuncia ministro

Ernesto Araújo (Relações Exteriores) informou já ter sugerido a Bolsonaro a nomeação de Mario Vilalva para o cargo. Apex promove produtos brasileiros no exterior e busca atrair investimentos.

Por G1 10/01/2019 09h09
Há uma semana no cargo, presidente da Apex pede demissão, anuncia ministro
Alex Carreiro, presidente da Apex que pediu demissão uma semana após tomar posse - Foto: Reprodução

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, informou nesta quarta-feira (9) que o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Alex Carreiro, pediu demissão do cargo. É a 1ª baixa do governo Bolsonaro.

A Apex é o principal órgão responsável por promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira.

Segundo Araújo, o nome do embaixador Mario Vilalva como substituto de Carreiro já foi levado ao presidente Jair Bolsonaro.

"O Sr. Alex Carreiro pediu-me o encerramento de suas funções como Presidente da APEX. Agradeço sua importante contribuição na transição e no início do governo. Levei ao PR Bolsonaro o nome do Emb. Mario Vilalva, com ampla experiência em promoção de exportações, para Pres. da APEX", escreveu Araújo no Twitter.

Carreiro foi nomeado para o cargo no último dia 2. Ao informar que o presidente da Apex pediu demissão, Ernesto Araújo não explicou os motivos da saída.

Segundo o jornal "O Globo", Carreiro só poderia permanecer no cargo se o estatuto da agência fosse alterado, isso porque ele não é fluente em inglês e não tem experiência no setor público na área de comércio exterior.

Indicado

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o indicado para o cargo, Mario Vilalva, é formado em direito pela Universidade de Brasília (UnB) e em 1976 ingressou na carreira diplomática.

Ainda segundo a pasta, Vilalva serviu nas embaixadas do Brasil em Washington (EUA), Pretória (África do Sul) e Roma (Itália), por exemplo, além de já ter sido embaixador do Brasil em Santiago (Chile) e em Lisboa (Portugal).