MARAGOGI

MPE acompanha inquérito da ação truculenta da PM no conjunto Deda Paes

Vítimas da suposta ação do Pelopes foram ouvidas nesta sexta-feira

POR: Maurício Silva
Moradores e ONG foram ouvidos no MPE
Isac Silva/7Segundos

Os garotos que se dizem vítimas de uma ação truculenta de policiais do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes) no último domingo (19) foram ouvidos nesta sexta-feira (23) pelo promotor de justiça Leonardo de Novais Bastos, na sede do Ministério Público Estadual (MPE), na cidade da região Norte de Alagoas.

O promotor prometeu acompanhar o inquérito policial que foi aberto nesta quinta-feira (22) pelo delegado Ailton Soares Prazeres. Ele ouviu as três pessoas que se dizem vítimas da ação, inclusive um adolescente de 15 anos, e afirmou que se houver qualquer retaliação por parte dos policiais, as vítimas devem procurar o MPE imediatamente. Os representantes da Organização Não-Governamental (ONG) Viver, Viver, Viver (VV) também estiveram presentes.

O representante da VVV, José Valdemar de Oliveira, disse que as pessoas estavam um pouco receosas, mas criaram coragem. “O pessoal perdeu o receio inicial, a descrença que tinha na justiça e está bastante seguro e confiante de que a justiça será feita. Eles só querem respeito, que deve ser praticado por todo mundo, a qualquer classe social, a qualquer raça, a qualquer sexo”, desabafou.

A pedido do MPE, as vítimas da suposta ação truculenta da tropa do Pelopes do 6º Batalhão da Polícia Militar (6º BPM), fizeram exame de corpo de delito na quarta-feira (22) no Instituto Médico Legal (IML), em Maceió. O resultado da análise será essencial para comprovar as acusações de agressão ocorridas no último domingo, na localidade conhecida também como “Risca Faca”.

Na última terça (21) os três garotos e representes da VVV, que atua no conjunto habitacional, foram ouvidos pela Defensora Pública de Maragogi, Carolina Góes. Após o encontro, as vítimas afirmaram que devem entrar com uma ação indenizatória contra o Estado. Eles serão ouvidos novamente pela Defensoria na próxima semana para formalizar a ação indenizatória contra o Estado.

Os representantes da ONG e os moradores deverão ser ouvidos também pela Corregedoria da Polícia Militar, 6º Batalhão da Polícia Militar (6º BPM), e a Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL. O promotor Leonardo de Novais Bastos está substituindo a promotora Francisca Paula de Jesus, que está de férias. Através da VVV, os moradores da comunidade participam de projetos sociais e fazem cursos profissionalizantes.

O Caso
Na manhã do domingo (19), os moradores do conjunto Deda Paes alegam que foram vítimas de uma abordagem truculenta promovida por policiais do 6º Batalhão da Polícia Militar (6º BPM), do Pelopes. De acordo com moradores, os militares trancaram três pessoas em um depósito de gás e as agrediram.

O comando do 6º BPM enviou uma nota sobre o ocorrido na segunda-feira (20).

Confira na íntegra:

Nota de Esclarecimento

O Comandante do 6*BPM, Major Palmeira, em virtude das últimas notícias veiculadas na mídia local e em grupos de WhatsApp, vem esclarecer que não coaduna com qualquer tipo de abuso de autoridade, nem com desvios de conduta, porém antes de qualquer julgamento precipitado, devemos primar pelo princípio da imparcialidade, dando aos policiais o mesmo direito que é dado a todos os cidadãos: o direito da ampla defesa e do contraditório.

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